Acordei hoje angustiada depois de uma longa noite de sonhos ruins. No pior deles, estava eu lá, quieta e a ouvir desaforos de um amigo do meu namorado, enquanto este escutava em silêncio, como que respeitando o desabafo do amigo e me desrespeitando ao não se manifestar em meu favor. Isso me fez pensar nas inúmeras vezes em que buscamos nos re/afirmar perante pessoas e situações. Passamos por cada uma tentando obter a aprovação de uns, um bom juízo de valores de outros, enfim... só para conquistar o novo amigo, o novo namorado, o novo emprego, coisas da vida...
Se isso não fosse tão importante pra mim, por quê então, em meio a sonhos com tempestades, monstros, espíritos e afins, o que mais viria a me assustar seria aquele em que um mero mortal, tão errante quanto eu, estava a dizer bobagens ao meu respeito - e pra piorar na frente de uma pessoa querida por mim? Críticas nunca foram o meu forte, admito. Mas pior do que isso é ouvir uma dessas em alto, bom som, com platéia e tudo mais. Por que os mais críticos não têm a sensibilidade de nos apontar o dedo a sós, num canto qualquer, e apenas isso?
Difícil dizer, já perdi uma amiga que o fez assim. Não gostei. Já escrevi um post neste mesmo blog só pra ela, prova do carinho e admiração que eu sentia. A amizade crescia de vento em polpa até que ela escolheu um dia de festa, com várias pessoas reunidas pra me dizer que não gostava do meu jeito estabanado de ser e das bobagens que falo quando estou entre amigos, em conversas ´suuuuper` informais. Errou feio. E hoje, eu a critico aqui por isso.
Não tirando o foco da razão principal desde post, que seria justamente a questão das pessoas sempre buscarem a aprovação umas das outras, e para tanto se transvestirem em personalidades diversas das suas, digo: bobagem. Não dá pra ser a vida inteira quem você, no fundo, não é. Você vai falar carioquês, vai vestir roupas de marca, vai conversar baixinho e suavemente, vai comer o sarapatel da sogra e elogiar, vai mandar lavar o carro todo dia para parecer cuidadoso, mas no fim... ahhhhh, no fim você termina puxando o "r", de carro sujo e calça surrada a pedir com risada escandalosa pra sogra lhe fritar um ovo porque aquela comida não é do seu gosto. E aí você entende que daria pra ter economizado tempo, dinheiro e muito caminho nessa história toda...
Seja você, doe a quem doer.
Ps.: Na foto, eu e o amigo do sonho.
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